Pesquisa de conveniência não cria senador
Narrativa sobre Fábio Dantas no Senado expõe uso de pesquisa de conveniência e desconexão com a realidade eleitoral do RN.
Vamos combinar: inventar que Fábio Dantas é pré-candidato ao Senado e ainda vender “alta aceitação popular” é forçar uma narrativa que não se sustenta na realidade política do Rio Grande do Norte.
Ex-deputado estadual, Fábio pode, sim, ser cogitado para outros espaços vice ou até uma disputa proporcional. Agora, colocá-lo como nome competitivo ao Senado é outra história. Não há lastro eleitoral, densidade política nem histórico recente que justifique esse discurso.
O que se vê é pesquisa de conveniência, usada como instrumento para tentar empurrar o nome dele para mesas de negociação e decisões internas de grupo. Estratégia velha, conhecida e pouco eficaz.
Nada contra Fábio inclusive é público o reconhecimento ao trabalho consistente da deputada Cristiane Dantas. Mas política se faz com realidade, não com ilusão estatística. Cacife para Senado? Não tem. E fingir que tem só enfraquece o debate.
Qual é a sua reação?






